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Thursday, August 31, 2006

REGIÃO BAIRRADINA
Edição de 23/8/06


Tal como no passado mês de Julho, o calor de Agosto veio proporcionar as “ignições”, parece que é este o nome que os “entendidos” dão aos incêndios que continuam a devastar este cada vez menos verde país à beira mar plantado, que ao longo dos tempos tem servido para que os “oportunistas” se governem à custa das… desgraças alheias.
É curioso verificar que mais de meio milhar de “ignições” por dia, tenham lugar ao mesmo tempo, e que na “óptica” do detentor da pasta do MAI – Ministério da Administração Interna, apenas “cinco por cento” possam ser de “origem criminosa”, enquanto os restantes são simplesmente de…”negligência”!!!
Esta “negligência”, que originou em nove dias, “4.600 incêndios”, levou-nos até ao álbum de recordações e reviver momentos passados com o “negrito” a quem um dia alguém chamou de “negligência”…, devido à cor do pêlo, como se pode ver pela imagem que reproduzimos e a quem prestamos homenagem, por não fazer parte dos “vivos” devido a doença grave e por ter demonstrado possuir mais inteligência que alguns…ministros!!!
É que o felino, para além de grande caçador de todo o tipo de “bicharada existente na floresta”…insurgia-se contra visitantes considerados “indesejáveis”, pelo que não o estamos a ver acreditar que os incêndios que têm deflagrado em Portugal, sejam pura e simplesmente por… “negligência”.
É como que o estamos a ver interrogar-se: “como é possível, meio milhar de cidadãos por dia, andarem distraídos por esse país fora com a “ignição ligada”…e não tenham ao menos um momento de lucidez para chamar de imediato os bombeiros, ou um gesto de solidariedade para com aqueles a quem colocaram em perigo os bens a própria vida, com imagens a denunciar a angústia dos que procuravam defender o seu património, sem que os responsáveis pelas “negligências”… se colocassem ao seu lado, para ajudar no combate às chamas!!! E onde estavam os tais “cinco por cento” de incendiários que a PJ deteve, que regressaram a casa e “apenas” têm de se apresentar às autoridades em dias e horas estabelecidos, em vez de “integrarem” a frente de combate aos fogos que atearam? E que dizer dos incêndios nos parques naturais, onde há (?!!!) todos os “dispositivos de segurança” e deixaram arder milhares de hectares?
Enquanto o “bombeiro das negligências”, ficou por cá a actuar apenas na zona das “ignições”… o “Comandante” que o ano passado esteve no Quénia, desta vez foi de abalada até ao Brasil para dar uma mãozinha, sim, a “esquerda”…; ao ainda Presidente Lula da Silva, o tal que ia dar a terra aos pés descalços… ; como o nosso “Comandante” é alérgico às “agulhetas”…levava na bagagem a promessa de mais uma abertura na legalização de “alguns emigrantes” para receber em troca, a instalação de uma fábrica de componentes de avião em Portugal. Porém, da parte do novo candidato a Presidente da República do Brasil, apenas recebeu a indicação de que iriam ser feitos “estudos de viabilidade”…, o que demonstra, que nas “bandas di lá”, não se avança com TGVS e OTAS, sem garantias de sucesso, tal como a aquisição de helicópteros para a Força Aérea que nunca foram “desencaixotados” por não haver “habilidade negocial” para fazer uma “permuta” com modelos de “combate a incêndios”, porque é mais fácil…alugá-los!!! Como o “bombeiro das negligências” está mais vocacionado em “equipar o pessoal de combate”, em detrimento da aquisição de meios e construção de Sedes para os soldados da paz e a floresta como se encontra, só dá 1,2 milhões de euros de rendimento, foi aprovada a “estratégia nacional para as florestas” com mais cinco planos regionais de ordenamento e seis linhas de acção a curto prazo com vista a “ minimizar os riscos de incêndio e a assegurar a competitividade do sector no Ribatejo, Baixo Alentejo, Algarve, Oeste e Área Metropolitana de Lisboa pelo período máximo de…20 anos”. Daí, a “satisfação” pelo facto da área ardida no ano em curso ter sido inferior à do ano passado, sinal de que as medidas tomadas na prevenção (?!!!) estão a dar os seus frutos!!! Se o “negrito” cá estivesse, diria como os da sua cor: “mi cá fia”.

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