REGIÃO BAIRRADINA
Edição de 26/07/06

A vaga de calor que tem assolado o país neste mês de Julho, já foi equiparada à que teve lugar há sessenta e três anos atrás, sinal que o “buraco do ozono” está a ficar ao nível, dos muitos que abundam por aí…
As temperaturas com que temos sido brindados, dificultam a vida a toda a gente, mas particularmente, aos que ocupam cargos a nível do Governo e Assembleia da República.
A crise económica em que estamos mergulhados, cada vez dificulta mais a vida de quem governa, porque para quem trabalha para o Governo, na maioria das repartições públicas, com destaque para os tribunais, está difícil nos tempos que correm, talvez por falta de hábito nesta época do ano, devido à falta de…ar fresco, por não haver aparelhos de arrefecimento, por falta de…verbas.
O caso que mais chamou a atenção, foi a falta de… ar fresco na “AR” – Assembleia da República, no dia do debate sobre o “ESTADO DA NAÇÂO”.
Quando da intervenção do Primeiro Ministro a anunciar com pompa e circunstância durante cerca de uma hora, debaixo de um braseiro daqueles, que “a economia está a subir”… alguém que não liga à política, mas a quem não passou despercebido o “sacrifício” porque estava a passar o principal responsável da governação, dando mostras do esforço que tem desenvolvido para colocar as nossas “exportações nos carris”; ao puxar vezes sem conta, o lenço para “limpar o suor que lhe escorria pela face”, e os deputados, não paravam de abanar os “leques improvisados”, a fazer lembrar os que se vendem nas romarias a preço da chuva…, comentava frente à televisão: “como é possível, numa altura em que “qualquer supermercado tem ar condicionado”, na ”Casa onde é decidido o nosso futuro, sem sermos consultados”, não haja sequer “uma ventoinha” para refrescar quem está a fazer tão grande esforço, embora nada se compare com o suportado por quem anda a trabalhar debaixo deste sol abrasador. Isto não é justo. Será que as nossas finanças já não dão para instalar “ar fresco…na Assembleia da República”? Vê-se mesmo que o Ministro das Finanças está a ser um grande “fuinhas”…Depois de dizer que anda farto de cobrar impostos “incobráveis”, embora noutros deixe passar os prazos; se ao menos fizesse como o CDS, que regula o prazo dos mandatos nas estruturas internas com efeitos “retroactivos”, porque espera o nosso governante, para “sacar a massa aos fugitivos de impostos” que dizem ter prescrito?
É capaz de ter uma certa razão, esta telespectadora, mas parece que o calor da AR foi “benéfico para o Governo”, porque a Oposição até se esqueceu de o questionar em casos que viriam a ser conhecidos fora do hemiciclo, como o número de funcionários públicos que se situa nos 580.291, ao inverso dos 750.000 que se dizia para aí…; a admissão de 10.000 novos funcionários públicos nos últimos seis meses, ao que diz o Governo, “já trabalhavam para o Estado com recibos verdes e tarefeiros”…, o que vem dificultar a descida de 75.000 anunciados, a não ser que estas admissões contem para os novos 150.000 postos de trabalho… Nos “protocolos de Estado”, os militares ascenderam ao quarto lugar, imediatamente a seguir aos Presidentes da República, Assembleia da República e Primeiro Ministro, ocupando a cauda da classificação os “pobres diabos dos…autarcas”, enquanto os Patriarcas e Bispos da Igreja Católica e os Czares...da Família Real, foram…excluídos!!!
Para completar o ramalhete, o “Comité Central”, já começou com o “saneamento de sindicalistas da PSP”, sinal que a breve trecho, apenas ficarão os “quartos do protocolo” a garantir a “segurança do Estado” em detrimento dos…cidadãos!!!
Isto, só demonstra que o PSD já se adaptou ao caminho a seguir, se atendermos a que ao longo destes 16 meses, apenas se limitou a apresentar “fora do prazo” alterações ao “sistema” da Segurança Social e a criação do “dia nacional do… cão”!!!
Com estes “delírios”, é caso para dizer: Ai Costa!!! A vida…Costa!!!

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