painel-plakar

Tuesday, August 08, 2006

REGIÃO BAIRRADINA
Edição de 17 /5/06

Depois das medidas para regularizar o défice, o Governo do Engº. Sócrates está a "arrancar" com mais um processo que vai mexer com o bolso dos que habitualmente pagam a factura...
Já não bastava a subida constante dos combustíveis (mesmo antes de ser adquirida a matéria prima) para aumentar o desânimo dos portugueses, quando mais um coelho sai da "cartola"... do Primeiro Ministro.
Mas vamos aos factos: Nos últimos tempos, as reformas estariam garantidas até ao meio do século, depois, baixaram para metade da segunda dezena, mas agora, se não forem tomadas algumas medidas, que é como quem diz, arranjar fundos sem olhar a meios...,qualquer dia não há "tostão", mesmo para aqueles que ao longo dos tempos descontaram para a Caixa da "divina previdência", como lhe chamavam os antigos...
Quando o "António" de Santa Comba Dão instituiu as Caixas de Previdência para os trabalhadores por conta de outrem, estavam "garantidas as pensões de reforma", porque para os funcionários públicos, as mesmas eram abrangidas pelo Orçamento geral do Estado.
Estes, embora na época, não tivessem em muitos casos, vencimentos ao nível dos denominados "privados", tinham como contrapartida, a reforma pelo valor total dos seus vencimentos, enquanto os "por conta de outrem", só atingiriam o máximo de 80 por cento, como ainda acontece actualmente.
Também na época, os trabalhadores agrícolas e os pescadores, apenas pagavam cotas para as Casas do Povo. Com a chegada do 25 de Abril, as Caixas de Previdência passaram a "financiar" toda a gente que não seja "funcionário público", o que quer dizer, o "barco" como não aguenta com tanto passageiro, está a ir ao fundo, porque é de lá que sai toda a espécie de..."subsídios".
Quanto à atribuição da reforma dos "privados", no início, eram considerados os melhores salários, mais tarde passou para os actuais melhores 10 dos últimos 15 anos e agora, querem passar para a "média" do tempo total de contribuições, enquanto a idade de reforma, só irá acontecer quando o "Zé" estiver com os pés p´rá...cova.
Como o 25 de Abril apontava para a "igualdade de direitos e deveres"... há dois ou três anos atrás, as admissões à Função Pública passaram a descontar para a "Caixa da divina previdência", como os restantes compatriotas. Só que, ao que parece... a entidade patronal que é o Estado, não "desconta" para a Segurança Social, como as empresas!!!
A ser assim, onde está a "igualdade"?!!!
Outra das novidades tem a ver com a possibilidade dos que não "têm filhos" verem as suas contribuições aumentadas...
Mas afinal, que raio de "socialismo é este"?!!!
Será que o "casamento de homossexuais" é já uma medida para fazer subir as contribuições para a reforma... da Segurança Social?!!!
Ai Costa!!! A vida "Costa"...

REGIÃO BAIRRADINA
Edição de 28/6/06

Para quem tem de recorrer aos serviços públicos, é sempre com certa má disposição, que em alturas de greve, vê os seus direitos coarctados por aquilo a que é dado o nome de democracia. Os serviços públicos onde esses direitos mais são atropelados, são os que se relacionam com a assistência médica e os transportes. No primeiro caso, a situação é mais grave, quando alguém tem uma consulta marcada há longo tempo, ver esse prazo prolongado indefinidamente, enquanto no segundo, as deslocações para os postos de trabalho são as que mais prejudicam os utentes. Neste último caso, sempre tive a opinião de que os trabalhadores das empresas de transportes, a melhor forma de levar por diante a sua luta, seria a de "transportarem os passageiros à borla", que é como quem diz, os prejuízos para as suas entidades patronais deveriam recair sobre a utilização dos veículos e repectivos combustíveis, em benefício dos utentes. Porém, com esta forma de actuar, os restantes trabalhadores que utilizam a greve para reivindicar o que consideram ser os seus direitos, seriam beneficiados porque prejudicavam, não a entidade patronal, mas os outros cidadãos. Como cada sindicato tem as suas "tácticas", tem sido difícil pensar nos utentes, mas apenas nos interesses dos seus associados. Pelo que nos foi dado observar, parece que com o decorrer do tempo, os trabalhadores começam a pensar de modo difernete, nas formas de luta para obter os seus objectivos. Como se sabe, todos os trabalhadores que adiram à greve, vêem-se privados dos seus salários porque, como tem acontecido, também não...trabalham. Na recente greve dos professores, um profissional da educação deu a conhecer a sua forma de luta que tem oposto esta classe à respectiva Ministra. A greve teve lugar próximo a um feriado e por certo, grande parte dos professores que aderiram à grveve, numa altura em que estavam a decorrer os "últimos testes" de fim de ano, o professor a que nos referimos, decidiu estar no seu posto de trabalho, cumprindo o seu dever para com os alunos que tinham "provas para aquele dia", aderindo à greve como os seus colegas, mas apenas... não assinando o ponto, o que quer dizer, perdeu o seu salário correspondente à greve, mas não prejudicando os seus...alunos. Ora aqui está uma situação que vem de encontro ao que pensamos ser uma forma de luta contra a entidade patronal, que neste caso é o Estado, mas não prejudicando o seu semelhante, que neste casdo, são os alunos. Se este exemplo for seguido por profissionais da saúde, dos transportes ou outros, será que estaremos na presença de um novo conceito de fazer greve? Desta forma, talvez os trabalhadores em greve encontrassem nas populações um maior apoio às justas reivindicações.

0 Comments:

Post a Comment

<< Home