CRÓNICA
DEZEMBRO 2015
COM A SOLTURA DE "BARRABÁS"...PILATOS COMPLETOU A ÚLTIMA MISSÃO
Tal como o tempo anda trocado, também a vida de Cristo passou da Quaresma para o Natal. Esta maré tem a ver com o que se está a passar na vida política nacional. Quem não se recorda da desobediência de Pedro Santana Lopes e Pedro Passos Coelho nos tempos em que Aníbal Cavaco Silva foi primeiro-ministro e esteve de folga, quando Jorge Sampaio era Presidente da Republica. No primeiro caso, Pedro Santana Lopes era o responsável pela Cultura e como pediu a demissão por não lhe permitirem cumprir aos eleitores as promessas feitas "pagou a ousadia" com a demissão de primeiro-ministro, cargo que ocupava com a ida de Durão Barroso para Presidente da Comissão Europeia, através de um artigo de opinião divulgado no EXPRESSO pelo ex.primeiro-ministro, dando o seu aval a Jorge Sampaio, numa altura em que tinha uma maioria na Assembleia da República que garantia o cumprimento do estabelecido na Constituição que dizem os entendidos...é a "Cartilha" a que dão o nome de Democracia.
Com esta "golpada", Jorge Sampaio consegue que um seu camarada mais conhecido por "Zézito", obtivesse a primeira maioria absoluta nas eleições legislativas e uma minoria a seguir, enquanto Sampaio mais uma vez cumpria com o juramento da tal dita Constituição ao ""vetar" a elevação de Canas de Senhorim a concelho aprovada na Assembleia da República.
O tal "Zézito" quando se encontrava em "minoria" continuou a governar como se mantivesse a maioria. A loucura era tal, que foi forçado a pedir a demissão do cargo, por o país estar à beira da bancarrota, como anunciou o seu das Finanças Teixeira dos Santos de que os cofres do Estado só tinham cobertura para pagamento de salários e reformas para o mês de Abril de 2011.
Poderá parecer estranho, mas o principal responsável pela "cobertura dada ao Zézito" por o ajudar a atingir o mais alto cargo da Nação (Presidência da República), deu-lhe posse como primeiro-ministro com minoria na Assembleia da República e "aprovou" a nacionalização do "BPN já falido", devido a "falcatruas" levadas a cabo por amigos partidários e outros cujos nomes nunca foram divulgados, dadas as relações com o Procurador-Geral da República e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que num caso onde constava o nome do "Zézito" com eventuais responsabilidades deste, não se sabe em quê, foram mandadas queimar no "fogo do inferno", ao mesmo tempo que pedia a demissão , negociou um empréstimo de 78 mil milhões de euros para que quem viesse depois dele, teria de se responsabilizar pelo acordo feito com a denominada "troika", mas em condições que não tivesse hipótese de cumprir, porque o seu sucessor no Partido, mais conhecido por "Tózé", desde o primeiro momento esteve-se nas tintas para o acordo que o "Zézito" tinha feito com os credores, porque estes exigiram "avalistas" que integrassem a Assembleia da República, mas o PCP, BE e os Verdes, os grandes patriotas e defensores do povo, fizeram o"manguito à troika", aliando-se a toda a comunicação social nacional com greves diárias para que os dois partidos que colocaram o interesse do país acima dos partidários, se aventurassem a honrar os compromissos que foram "obrigados a avalizar", para que Portugal não desaparecesse do mapa da Europa.
Porém, a história não se fica por aqui, porque entretanto o "Tózé" foi "afastado democraticamente à PS" pelo Costa que havia jurado a pés juntos "cumprir o mandato de Presidente da Câmara de Lisboa até ao fim", mas como é um "homem de palavra dada...é palavra honrada", perdeu as eleições que lhe davam uma maioria absoluta garantida, por o "Tózé" que havia vencido as locais e europeias por percentagens baixíssimas, por artes mágicas e para que se cumprissem as "escrituras"de Pilatos, deu posse para "inglês ver" a quem havia vencido as eleições de 4 de Outubro, para de imediato voltar a dar posse a um governo minoritário, tal como " havia feito com o seu amigo "Zézito", só que o Costa conseguiu fazer três acordos secretos que o "Pilatos" aceitou, não por já não ter poderes para recusar, mas para cumprir a última missão de vingança, por Passos Coelho lhe ter "desobedecido" quando era deputado pela JSD de que foi Presidente.
Para que o "Zé pagode"acredite que não concordou com os três acordos secretos com o PCP, BE e Verdes, colocou o Costa no "poleiro" com a promessa velada de que pelo facto de já não poder repetir novas eleições por estar de "abalada", não iria deixar de cumprir os poderes que ainda lhe restam, "demitir o Costa"se ele não cumprisse com a "palavra honrada". Mas como o Costa é "raposa velha" e dizia que o país não podia estar sem Orçamento por tanto tempo, agora só o vai fazer depois do "Pilatos" estar fora do "Pretório", cumprindo-se assim a última missão de vingança, desta vez a quem "salvou Portugal" da derrocada.
Neste filme, se Álvaro Cunhal estivesse vivo não abdicaria de fazer parte do Governo, mas o seu substituto preferiu no dia da tomada de posse ir a "banhos à Figueira da Foz".
E, como Costa cumpre com a "palavra honrada" o 13º, mês que seria pago de uma só vez, vai continuar a ser, enquanto houver dinheiro que Maria Luís Albuquerque cá deixou, continuar a pagar mensalmente, mas agora também, o subsídio de férias que estava a ser pago duma só vez, como era hábito antes da "falência de 2011".
Quem vai ficar feliz, são os funcionários públicos que até ao fim do ano de 2016 vão receber não só aumentos de vencimentos, como os impostos que lhe foram aplicados ao longo dos últimos quatro anos, para que os credores continuassem a entregar as "tranches do acordo de 2011" feito pelo "Tózé" que se esperava vir a ser o próximo Presidente da República, porque apesar de ter estado nas celas 44 de Évora e 33 residencial de Lisboa, ao votar no "seu amigo Costa" sem a presença de qualquer força policial, porque como disse na altura, "mantém os seus direitos cívicos e políticos intactos", porque os tais 23 milhões que a Justiça diz ser dono, o "Tózé" afirma a pés juntos, que se trata "apenas de empréstimos de um seu amigo do peito" e que as acusações que ainda não foram feitas pelo Ministério Público são coisas inventadas pela Justiça para o PS perder as eleições". Como não vai a estas presidenciais, deve estar a fazer a contabilidade para ser ressarcido do tempo que esteve no "desemprego", mas como lhe foi servida a "sopa dos pobres", esperamos que não se esqueça de deduzir nas contas que o "Zé Povinho" tem de pagar...
