REGIÃO BAIRRADINA
Edição de 17/06/2015
APOIO A AQUISTAS NAS TERMAS DO LUSO…É
EXEMPLO A SEGUIR NA CURIA E VALE DA MÓ?
REVITALIZAÇÃO DAS TERMAS DO LUSO
Desde que
a Segurança Social deixou de comparticipar os que encontravam nas águas termais
a melhoria da saúde nas várias vertentes, as unidades termais e áreas
envolventes como a hotelaria e outros sectores complementares, têm vindo a
sofrer os efeitos da falta de condições económicas dos que ao longo dos anos
frequentavam as Termas, tal como as próprias empresas que investiram em
equipamentos e instalações, no sentido de uma melhor prestação de serviços aos
seus utentes. A verdade, é que apesar desses investimentos, a situação não
melhorou e algumas unidades veem-se a braços para manter a sua actividade e o
pessoal necessário para o seu funcionamento. Apesar do investimento da Malo
Clinic nas Termas do Luso, o termalismo terapêutico não conseguiu reverter a
dinâmica do passado, devido à falta de investimento do Ministério da Saúde que
podia reduzir alguns dos gastos com doentes que encontravam nas águas termais a
sua melhoria.
Atenta a
essa situação, a Câmara Municipal da Mealhada decidiu no início desta época
termal tomar a iniciativa de contribuir para que as Termas do Luso, no seu
concelho, voltem ao “antigamente”, ou seja: “ajudar os que encontram nas águas
termais a melhoria da saúde”. Para o efeito, o Executivo do Dr. Rui Marqueiro
deliberou atribuir “uma comparticipação a todos os aquistas (nacionais e
estrangeiros) que precisem das águas termais do Luso, no valor de 90,00€, correspondente
à consulta médica e taxa de inscrição
termal, num total de 63 mil euros/ano”, o que quer dizer: 2015 e seguintes.
EXEMPLO A SEGUIR NA CURIA E VALE DA MÓ?
No início
do ano curso, as Câmaras de Anadia e Mealhada terão feito uma parceria na Feira
do Turismo em Lisboa para divulgação das potencialidades turísticas e termais
dos seus concelhos. Esta ação teria pernas para andar, se a Câmara Municipal de
Anadia seguisse o exemplo da Mealhada nas Termas da Curia e Vale da Mó. Como é
do conhecimento geral, as Termas do Vale da Mó são “propriedade” da autarquia
liderada pela Engª. Teresa Cardoso numa área que já consta do Orçamento
camarário. Assim sendo, embora haja que fazer alguns investimentos nessa
estância termal para a prestação de melhores serviços aos seus utentes, na
Curia, foram feitos investimentos de requalificação que precisam de ser
rentabilizados e por isso, nada melhor que seguir o exemplo da Mealhada.
DESENVOLVIMENTO LOCAL
A decisão
da Câmara da Mealhada em apoiar os “aquistas”, tem também outro efeito, como
fez questão de acentuar o Dr. Rui Marqueiro. “Muitas pessoas que procuram as
suas curas nas Termas do Luso, serão por certo clientes dos hotéis, pensões,
restaurantes, cafés, livrarias e até…entregar as suas apostas nos terminais da
Santa Casa da Misericórdia”.
No caso
da Curia, para além das áreas referidas pelo Presidente da Câmara da Mealhada,
deve acrescentar-se a Estação dos caminhos-de-ferro, rota dos vinhos da
Bairrada, turismo do Centro, artesanato, pastelarias, talho, barbearia, agência
bancária e multibanco, salões de cabeleireiras, farmácia, óptica, ourivesaria, pronto-a-vestir,
clínica dentária, correios, electricidade, massagens e padarias, para além de
casas particulares para aquistas com mais dificuldades económicas, enquanto no
Vale da Mó, para além das várias empresas da freguesia da Moita, a Câmara podia
disponibilizar um dos seus autocarros para aquistas que utilizassem o caminho-de-ferro.
Todo esse movimento, seria também de grande importância para o comércio e
serviços da cidade de Anadia.
Esta ação
da Câmara da Mealhada, ao que deixou transparecer a mensagem do seu Presidente,
não ficará por aqui, porque a longo prazo “terá novas ideias que serão
divulgadas na altura própria”. Até lá, “a Câmara vai dando o seu contributo
para que todos os cidadãos portugueses ou estrangeiros possam escolher uma vida
mais saudável, substituindo uma medicina essencialmente curativa por outra…
mais preventiva”.
E, como o
Governo iniciou a “descentralização” de alguns sectores, caso da Educação, a
Câmara de Anadia, poderá, se assim entenderem os seus autarcas, contribuir para
o desenvolvimento local a começar pelas águas termais, que neste caso da Curia
e Vale da Mó, são “únicas no País” para as doenças constantes do “cardápio” do
termalismo.
Se a
sugestão for aceite, os empresários do concelho de Anadia agradecem aos seus
autarcas por estarem atentos ao “tal desenvolvimento” de que tanto faz eco
António Costa!!!
