painel-plakar

Thursday, June 18, 2015

REGIÃO BAIRRADINA
Edição de 17/06/2015

APOIO A AQUISTAS NAS TERMAS DO LUSO…É EXEMPLO A SEGUIR NA CURIA E VALE DA MÓ?

REVITALIZAÇÃO DAS TERMAS DO LUSO

Desde que a Segurança Social deixou de comparticipar os que encontravam nas águas termais a melhoria da saúde nas várias vertentes, as unidades termais e áreas envolventes como a hotelaria e outros sectores complementares, têm vindo a sofrer os efeitos da falta de condições económicas dos que ao longo dos anos frequentavam as Termas, tal como as próprias empresas que investiram em equipamentos e instalações, no sentido de uma melhor prestação de serviços aos seus utentes. A verdade, é que apesar desses investimentos, a situação não melhorou e algumas unidades veem-se a braços para manter a sua actividade e o pessoal necessário para o seu funcionamento. Apesar do investimento da Malo Clinic nas Termas do Luso, o termalismo terapêutico não conseguiu reverter a dinâmica do passado, devido à falta de investimento do Ministério da Saúde que podia reduzir alguns dos gastos com doentes que encontravam nas águas termais a sua melhoria.
Atenta a essa situação, a Câmara Municipal da Mealhada decidiu no início desta época termal tomar a iniciativa de contribuir para que as Termas do Luso, no seu concelho, voltem ao “antigamente”, ou seja: “ajudar os que encontram nas águas termais a melhoria da saúde”. Para o efeito, o Executivo do Dr. Rui Marqueiro deliberou atribuir “uma comparticipação a todos os aquistas (nacionais e estrangeiros) que precisem das águas termais do Luso, no valor de 90,00€, correspondente à consulta médica e  taxa de inscrição termal, num total de 63 mil euros/ano”, o que quer dizer: 2015 e seguintes.
                                   EXEMPLO A SEGUIR NA CURIA E VALE DA MÓ?

No início do ano curso, as Câmaras de Anadia e Mealhada terão feito uma parceria na Feira do Turismo em Lisboa para divulgação das potencialidades turísticas e termais dos seus concelhos. Esta ação teria pernas para andar, se a Câmara Municipal de Anadia seguisse o exemplo da Mealhada nas Termas da Curia e Vale da Mó. Como é do conhecimento geral, as Termas do Vale da Mó são “propriedade” da autarquia liderada pela Engª. Teresa Cardoso numa área que já consta do Orçamento camarário. Assim sendo, embora haja que fazer alguns investimentos nessa estância termal para a prestação de melhores serviços aos seus utentes, na Curia, foram feitos investimentos de requalificação que precisam de ser rentabilizados e por isso, nada melhor que seguir o exemplo da Mealhada.

DESENVOLVIMENTO LOCAL

A decisão da Câmara da Mealhada em apoiar os “aquistas”, tem também outro efeito, como fez questão de acentuar o Dr. Rui Marqueiro. “Muitas pessoas que procuram as suas curas nas Termas do Luso, serão por certo clientes dos hotéis, pensões, restaurantes, cafés, livrarias e até…entregar as suas apostas nos terminais da Santa Casa da Misericórdia”.
No caso da Curia, para além das áreas referidas pelo Presidente da Câmara da Mealhada, deve acrescentar-se a Estação dos caminhos-de-ferro, rota dos vinhos da Bairrada, turismo do Centro, artesanato, pastelarias, talho, barbearia, agência bancária e multibanco, salões de cabeleireiras, farmácia, óptica, ourivesaria, pronto-a-vestir, clínica dentária, correios, electricidade, massagens e padarias, para além de casas particulares para aquistas com mais dificuldades económicas, enquanto no Vale da Mó, para além das várias empresas da freguesia da Moita, a Câmara podia disponibilizar um dos seus autocarros para aquistas que utilizassem o caminho-de-ferro. Todo esse movimento, seria também de grande importância para o comércio e serviços da cidade de Anadia.
Esta ação da Câmara da Mealhada, ao que deixou transparecer a mensagem do seu Presidente, não ficará por aqui, porque a longo prazo “terá novas ideias que serão divulgadas na altura própria”. Até lá, “a Câmara vai dando o seu contributo para que todos os cidadãos portugueses ou estrangeiros possam escolher uma vida mais saudável, substituindo uma medicina essencialmente curativa por outra… mais preventiva”.
E, como o Governo iniciou a “descentralização” de alguns sectores, caso da Educação, a Câmara de Anadia, poderá, se assim entenderem os seus autarcas, contribuir para o desenvolvimento local a começar pelas águas termais, que neste caso da Curia e Vale da Mó, são “únicas no País” para as doenças constantes do “cardápio” do termalismo.
Se a sugestão for aceite, os empresários do concelho de Anadia agradecem aos seus autarcas por estarem atentos ao “tal desenvolvimento” de que tanto faz eco António Costa!!!