REGIÃO BAIRRADINA
Edição de 05/08/2015
QUEM CABRITOS VENDE E CABRAS NÃO
TEM…DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL VEM?
1 - ÚLTIMO EPISÓDIO DO COMBATE À
CORRUPÇÃO
Como é do
conhecimento geral, para além das greves e manifestações de contestação à
implementação do programa traçado pelo PS de Sócrates & Costa e aceite pela
“troika”, o Tribunal Constitucional tornou-se num grande aliado da Oposição
para dificultar a ação do Governo de Passos Coelho. Se levarmos em conta, que
desde o início, Tózé Seguro que dizia querer “libertar-se da sombra do seu
camarada Sócrates”, apesar de aprovar todas as suas leis no Parlamento onde era
deputado”; e mais tarde António Costa, estes dois protagonistas brilharam ao
lado de comunistas e bloquistas na obstrução a tudo que era decidido para
cumprir o acordo, pelo governo de Passos Coelho. Quanto ao Tribunal
Constitucional, apenas se preocupou em fazer cumprir a Constituição aprovada há
40 anos por deputados que se esqueceram que o “cofre deixado por Salazar”
denominado “paraíso de 1974” podia um dia tornar-se “num pesadelo para os
portugueses”. Ora, como as forças armadas se tornaram num dos “grandes
sorvedouros do erário público”, não estão disponíveis para pegar em armas em
“defesa dos portugueses”, porque essa missão está a ser desempenhada pelos
grandes defensores da “Bíblia Republicana”, que o mesmo é dizer, tudo o que seja
“entrar-lhe nos bolsos” é “chumbado”. De tal modo, se anda por aí a dizer que
há uma “doença em Portugal” que dá pelo nome de “corrupção”, mas que ninguém está
disponível para a combater, porque a “D. Constituição” não o permite. Face às
dificuldades económicas e financeiras e à “engorda” que se tem verificado por
esse país além, os partidos da coligação do Governo a terminar a missão de
“salvar Portugal” da “terceira bancarrota socialista”, aprovaram uma lei de
combate à dita, mas que pela segunda vez, levantou “dúvidas” ao Presidente da
República Cavaco Silva, que de imediato a enviou ao Tribunal Constitucional, o qual,
no último episódio, decidiu mais uma vez, “chumbar o enriquecimento
injustificado”. Será que ficaram “afectados” com os comentários dos seus
colegas do combate à “engorda por meios ilícitos” nas redes sociais ao citarem
o célebre ditado popular de “quem cabritos vende e cabras não tem…do Tribunal
Constitucional vem”?
2 – PASSOS COELHO RESPONDE À PLATEIA
DA TVI
Tal como
havia acontecido com António Costa, Passos Coelho submeteu-se às questões
colocadas pelos convidados da TVI. Neste contacto, encontrava-se “infiltrado”
um dirigente do Bloco de Esquerda que não tendo dificuldades de maior na vida,
apesar de ter estado emigrado no Brasil, onde se encontra Fernando Tordo por certo
bem, com a venda da sua canção “tourada”, um êxito nos tempos que correm, além-mar.
Regressando ao frente-a-frente, o IVA da restauração foi uma das bandeiras dos
convidados da TVI que como se sabe, António Costa irá reduzir, ao inverso de
Passos Coelho, peremptório em garantir que manterá a taxa em vigor, caso venha
a ser governo. Compreendeu as dificuldades no sector nestes últimos tempos, mas
como o aumento não se traduziu nos preços, mas na falta de dinheiro dos clientes
habituais; o mesmo iria acontecer em sentido contrário, se a taxa fosse
reduzida, pelo que a compensação, será feita através da redução do IRC. Já no
que respeita à TSU, como o PS tem uma visão diferente para a sua sustentação,
uma vez que irá reduzir as taxas de desconto em 6% e isto é um problema muito
sério e grave, que por ceto vai afetar o futuro dos portugueses, é assunto para
debater e resolver por todos os partidos no próximo Parlamento.
3 - PROGRAMA DE GOVERNO DA MAIORIA…É
PARA COSTA UM “SACO CHEIO DE PAPEIS”
Depois da
presença de Passos Coelho na TVI o programa de Governo da maioria era aguardado
com alguma expetativa pelos partidos da Oposição e com mais acuidade por banda
do PS que há muito deu a conhecer o que vai fazer logo que vença as eleições.
Para quem acompanha a situação, as linhas mestras da maioria já haviam sido
comunicadas aos credores que nos emprestaram a massa para sair do “buraco”, que
como se sabe ainda se mantém, enquanto não for paga a fatura. De qualquer modo,
o programa foi divulgado e como era de esperar, apesar de se saber que a
devolução dos descontos para a crise, será feita nos próximos quatro anos,
enquanto o PS o fará em dois; o IVA da restauração mantém-se nos 23%, enquanto
o PS o baixará para 13%; na Segurança Social. o PS irá baixar 3% aos
trabalhadores e 3% às entidades patronais, porque contava que o Governo lhe ia
oferecer de bandeja a “regularização do défice de cerca de 700 milhões”, a
maioria tem uma proposta para os descontos serem obrigatórios até um montante a
estabelecer com os restantes partidos e parceiros sociais depois das eleições e
os que ganharem para além desse valor, poderão investir noutras instituições
que lhes dêem garantias de aumento das suas pensões de reforma.
Estas
propostas caíram como um balde de água fria na Oposição e no PS em especial.
Daí que a reação de António Costa, tenha sido a “manchete na imprensa nacional”
com esta saída: “O programa da Coligação peca, porque não tem as contas feitas”
e por isso: “é um Saco Cheio de Palavras”.
Ora, como
de “sacos cheios de promessas está o inferno cheio”, desejamos aos prezados leitores,
proprietários, funcionários e colaboradores do Região Bairradina excelentes
férias “neste verão quente”, que por certo se prolongará até ao Outono que se
avizinha.

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