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Tuesday, November 28, 2006

REGIÃO BAIRRADINA
Edição de 29/11/06




Decorreram cinco anos da tragédia de Entre-os-Rios onde seis dezenas de pessoas perderam a vida com a queda da ponte e do autocarro em que viajavam, já próximo de casa, muitas das quais até hoje, não puderam ser veneradas pelas famílias.
Na altura, o Ministro responsável pela pasta das Pontes, decidiu de imediato, pedir a demissão do cargo, para que os responsáveis pela tragédia fossem responsabilizados e para que a “culpa não morra solteira”.
Na época, foram feitos inquéritos e até a televisão divulgou imagens das condições precárias em que se encontravam as fundações da ponte; e das medidas que se impunham para a sua não utilização pelo trânsito; e se apontava para a construção de uma nova ponte, para substituição.
Como sempre, toda a gente procura fugir com o “rabo à seringa”…, mas neste caso, as famílias não se conformaram e não desistiram, enquanto não fossem indicados eventuais responsáveis pela tragédia, apesar de sempre se apontarem como “culpadas”, as “condições climatéricas”…
Depois de tanta insistência, lá se indicaram uns “engenheiros da falecida JAE” para se sentarem no “banco dos réus”…, e recentemente serem considerados “inocentes”…, pelo que mais uma vez, “a culpa morreu…solteira”.
No meio desta tragédia, há qualquer coisa que parece querer passar despercebida, se nos reportarmos a um caso ligado à “Saúde”, quando Leonor Beleza era Ministra e foi importado sangue, que terá infectado pessoas que “viriam a… falecer” e a titular daquela “Pasta” ter sido constituída…arguida!!!
Ora, se no caso da Ponte de Entre-os-Rios o Ministro se demitiu para que a “culpa não morra solteira”, tudo levava a crer, que deveria ser dado o mesmo “tratamento da sua colega da Saúde”...
Mas não, apenas se limitou a recordar, após a leitura da sentença, em programa televisivo, que nada valeu ter-se…“demitido na época”, porque afinal, “a culpa morreu…solteira”.
O curioso, é que terá havido recurso, e os familiares das vítimas, que não se conformam com a sentença, pedem a Jorge Coelho para os ajudar, “contando o que sabe”!!! Como mais uma vez se encontra “disponível da política activa”, espera-se que se disponibilize e ajude as famílias das vítimas a “conhecer a verdade” da tragédia que levou os seus ente-queridos.

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