ANO NOVO…CONTAS ANTIGAS
1 – ORÇAMENTO
GERAL DO ESTADO/2013 – Como referimos no fim do ano passado, o OGE/2013 ia
passar no “bisturi de Belém”, para evitar a queda do Governo e o Presidente da
República ficar com a “criança nos braços”. Como era de esperar, os subsídios
dos reformados seriam assinalados na remessa ao Tribunal Constitucional, para
evitar que apenas a Oposição fizesse a respectiva “requisição” e o Inquilino de
Belém fosse acusado, como foi, de estar ao lado do Governo e “avalizasse” todo
o conteúdo delineado pelo “Rei Mago Gaspar”. Para além do PCP, BE, e Verdes,
também o PS, com o “Tó Zé” à cabeça de meio cento de deputados, pediu a
“fiscalização” ao Tribunal Constitucional. É estranho, o PS ter pedido “apenas”
a fiscalização dos “subsídios dos reformados”, quando tempos atrás, havia
avisado que também os “novos escalões do IRS e respectiva sobretaxa”, fariam
parte do “pacote”!!!
2 – DA TIRADA DO ZORRINHO – Desde que o PS
se desvinculou do acordo firmado com a “Troika”, está-se nas tintas para o
cumprimento do empréstimo que tem vindo a ser recebido por tranches. Diz-se
disponível para regressar ao Poder, onde se tem dado bem com a cobertura do
Presidente da República, que como se sabe, assumiu nos dois anteriores governos
socialistas estar de “braço dado” com o comando de José Sócrates, a quem tudo
permitiu até chegar à derrocada em que nos encontramos. Pois o Zorrinho, que
foi membro do governo de Sócrates teve uma tirada de mestre, que se encaixa
perfeitamente no projecto que tem vindo a ser desenvolvido por “Seguro &
Soares” para a queda imediata deste Governo e que para Zorrinho consiste em
“nós servimos o povo…não nos servimos dele”. A pressa é tal, que Zorrinho não
se fez rogado acrescentando: “estamos preparados para governar… já amanhã”!!!
3 –… À VINGANÇA DO MACACO – Aqui é que está “chave”
do problema. O Presidente da República estava à espera da “disponibilidade do
PS” para regressar ao comando das operações, agora que falta pouco para terminar
o programa da “Troika” e o Tribunal Constitucional ir considerar mais uma vez,
que os reformados continuam a ser os “bombos da festa”, excepto os que recebem
mais do que descontaram, como recentemente recordou Passos Coelho, a quem só
faltaram “tomates” para lhe aplicar a “pastilha”. Cavaco disse que não se
deixava influenciar para decidir o que fazer ao OGE/2013, por isso não se fez
rogado com a aprovação para evitar que o “seu PS” tivesse de apresentar em
Janeiro um novo Orçamento e governar por duodécimos. Daí, o envio para o Tribunal
Constitucional não levar o “carimbo de urgente” para dar tempo à “plataforma de
Ferro Rodrigues & Bagão Félix” de organizar o tal Governo de “salvação de
Cavaco, PS, PCP, Verdes, BE e… CDS/PP”, onde Paulo Portas prosseguirá como
Ministro dos Negócios Estrangeiros a prestar, como disse Cavaco, “excelente trabalho
como caixeiro-viajante nas vendas ao estrangeiro” e manter a RTP e a TAP como
“bandeira nacional” de Balsemão & Comandita. Com este projecto avalizado
pelo Tribunal Constitucional, vai acontecer a Passos Coelho, o mesmo que Cavaco
preparou a Santana Lopes no tempo do seu antecessor Sampaio através do
“Expresso”, jornal que agora comemorou 40 anos e onde a entrevista a Cavaco
confirma a “sentença de morte” de Passos Coelho. Só que desta vez, é ele que
tem de “dissolver o Parlamento” para a “Troika” ir de vela, e o novo Governo
recorrer ao Banco Europeu para financiar a parte do empréstimo recebido da
“troika” e chegar ao tão anunciado “desenvolvimento económico” a que Seguro e
seus pares, nos quais se inclui o Presidente da República e toda a “camarilha
do PSD” que está fora e até dentro do “pote”, como o Amaral dos Açores, para
tudo isto voltar ao “sistema”, com o regresso do PS ao Poder, anunciado por
Zorrinho e avalizado por Cavaco, de que o PS existe para “servir o povo… e não
se servir dele”, evitando a continuação da “espiral recessiva” como defende
Cavaco Silva, farto da presença da “troika”. Desta forma, mais uma vez se
cumpre a “profecia” de que quem se meter com Cavaco sujeita-se à… “vingança do
macaco” e com este “pacote de boas festas”, só falta saber o que vai acontecer
aos funcionários públicos e reformados que foram os “bombos da festa” nestes
dois primeiros anos do “Senhor dos Passos & Gaspar”, que serviram de
“alibi” para levar por diante esta tramóia iniciada com o chumbo da TSU e
agora…da redução para 12 dias por
despedimento, que os “Reis Magos” deixaram no presépio de Belém!!!

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