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Wednesday, March 21, 2012

REGIÃO BAIRRADINA

Edição de 21/03/2012

O EMBUSTE DAS PRESIDENCIAIS

1 – Quem havia de dizer que o prefácio do Roteiro de 2011 do Presidente da República viesse incendiar a opinião pública, devido à confissão do inquilino de Belém de que foi “traído” pelo seu preclaro amigo de longa data, que dá pelo nome de José Sócrates ex- ministro do Ambiente e Primeiro-ministro de Portugal!!

Ao referir a “traição” de não lhe dar prévio conhecimento do “pacote 4” que na óptica do utilizador seria a salvação do país, apesar do seu ministro das finanças anunciar que já não tinha “massa” para pagar os compromissos de Maio de 2011, terá sido a gota de água que agora aflorou aos olhos do Presidente da República!!!

Tudo isto é muito estranho, se atendermos a que desde a primeira hora, Cavaco Silva se colocou de “cócoras” ao serviço de José Sócrates, porque viu naquele verdadeiro vendedor de “banha da cobra” um homem determinado que não virava a cara à luta porque não atendia ninguém que lhe chamasse a atenção para as loucuras que ia pondo em prática ao leme de um barco que dia a dia se preparava para ir ao fundo por falta de mantimentos, apesar de afirmar a pés juntos, que tudo corria sobre rodas e que a melhor forma de “enganar” o “Zé Povinho” estava nos investimentos de tgvs, aeroportos e pontes novas!!!

A “loucura” tomou conta de José Sócrates de tal modo, que nem Cavaco Silva lhe conseguiu resistir, já que este cidadão de Boliqueime, sempre aspirou a manter-se em Belém, mesmo na pele de um “mendigo” com a subsistência de uma miserável reforma de 10 mil euros mensais, fora os trocos!!!

Como é que só agora Cavaco Silva descobriu que, tal como o “corno” é sempre o último a saber, que José Sócrates o “traiu” não só com a omissão do conteúdo do “pacote 4”, mas principalmente com a verdadeira situação económica e financeira de Portugal?

Será que alguém acredita que Cavaco Silva que foi ministro das Finanças e Primeiro-ministro, perdeu o fio à meada às contas do Estado, quando como Presidente da República recebia no seu palácio de Belém todos os Orçamentos e Planos que aprovava, e como grande economista não sabia ler nas “entrelinhas” para onde conduzia José Sócrates o país, ou o facto de ir no mesmo sentido quando ocupava o lugar do seu “grande amigo”, também “ocultou” aos portugueses a tragédia que agora se abateu sobre Portugal?!!!

Cavaco Silva quando confrontado com as declarações no prefácio do Roteiro VI, sugeriu aos jornalistas que lessem o texto completo e depois tirassem as ilações à mensagem de “acusação que faz a José Sócrates”.

Para se ver até que ponto vai a “lata” de Cavaco Silva, fomos ao “site” e do seu conteúdo registamos que se trata de um documento onde o Presidente da República procura “limpar-se” ao repetir vezes sem conta de que “avisou” nas várias intervenções de que “isto não ia nada bem… que não tem poderes para governar… nem para demitir o Primeiro-ministro, mas apenas dissolver o parlamento em tempo útil!!!

Daí que no prefácio do “Roteiro VI”, Cavaco Silva lamente que “o anúncio do “PEC IV” apanhou-me de surpresa. O Primeiro-ministro não me deu conhecimento prévio do programa, nem me tinha dado conta das medidas de austeridade orçamental que o Governo estava a preparar e da sua imprescindibilidade para atingir as metas do défice público previstas para 2011, 2012 e 2013. Pelo contrário, a informação que me era fornecida referia uma situação muito positiva relativamente à execução orçamental nos primeiros meses do ano. O Primeiro-ministro não informou o Presidente da República da apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento às instituições comunitárias. Tratou-se de uma falta de lealdade institucional que ficará registada na história da nossa democracia. Esta atitude contrastou de forma flagrante com aquela que o Governo tinha adotado meses antes no processo de aprovação do Orçamento para 2011 onde se conseguiu evitar a ocorrência de uma crise política, que a precipitar-se naquela altura, seria particularmente grave, uma vez que, nos termos da Constituição, me encontrava impedido de dissolver a Assembleia da República e convocar novas eleições. Se acaso tivesse ocorrido uma crise nesse momento, a sua resolução e a clarificação da situação política só poderiam verificar-se passados vários meses, com indiscutível prejuízo para o interesse nacional”.

O que Cavaco Silva não diz é que “não teve coragem” para “denunciar” a situação caótica em que o país se encontrava, porque se aproximavam as eleições para o lugar que ocupava e que não queria perder, porque esperava que José Sócrates e o PS o apoiassem na nova corrida para Belém, mas como o seu “grande amigo” lhe roeu a corda…

Mas mais grave que isso, foi Cavaco Silva não ter denunciado que a candidatura de José Sócrates a um terceiro mandato e a sua, às presidenciais, eram um “embuste”, por ambos “enganarem o povo”, ocultando a verdadeira situação económica e financeira do país, pelo que se houvesse Justiça a funcionar, estes dois “artistas” teriam de prestar contas pela “ambição desmedida”, apesar de um deles ter vestido a pele de “mendigo” e o outro estar a “gozar” com o “Zé Povinho” que tem de pagar com “língua de palmo” todos estes desmandos!!!

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