É sempre difícil para quem vence eleições, cumprir com as promessas eleitorais, se estiver de fora do Poder, dado não dispor de informações correctas sobre o estado das Finanças e compromissos a curto prazo.Essa situação, aconteceu no concelho de Nelas, com a vitória alcançada pela coligação PSD/CDS no último acto eleitoral para a Câmara Municipal.
O elenco que prometeu fazer diferente, cedo se viu desmembrado com a saída do Vice-Presidente da Câmara, pelo que veio a público, “por incompatibilidade profissional… e não concordar com a estratégia posta em prática pela Presidente da Autarquia”.
Assim sendo, a Oposição passou a contar com mais um elemento e a ser o “fiel da balança” na aprovação das propostas do Executivo.
Estas situações, serão no futuro alteradas, caso seja aprovada a nova lei das autarquias, porque o Presidente da Câmara que vencer as eleições, escolherá os elementos da sua equipa e substitui-los sempre que o julgar conveniente deixando por isso, de ter Oposição, no Executivo e fazer avançar para a Assembleia Municipal as propostas do seu programa eleitoral.
No caso concreto de Nelas, o Executivo apresentou recentemente uma proposta para a realização de investimentos de 35 milhões de euros, numa parceria com empresas privadas.
A proposta tinha a ver com a constituição de uma sociedade comercial com o objectivo de realizar num curto espaço de tempo “um conjunto de investimentos estruturantes para o desenvolvimento do concelho”
Pode dizer-se que esta proposta caiu como uma “bomba” no seio da Oposição, principalmente na óptica do “dissidente” que tudo fez para “movimentar as massas” por”discordar do investimento de 35 milhões de euros nos próximos três anos numa parceria com privados num total de 47 obras essenciais para o desenvolvimento e qualidade de vida do concelho”.
Na óptica da equipa da Presidente da Câmara “a proposta surgia na medida em que a partir de 2013 não haverá mais quadros comunitários de apoio e a nova lei das finanças locais está a asfixiar a capacidade de endividamento das autarquias”.
Porém, para o “dissidente”, “o maior perigo estava no facto de no capital da nova empresa, a Câmara Municipal ficar com um capital de 49% e os privados 51%, o que levaria a que o património do concelho ficasse nas mãos de privados até à liquidação do investimento por parte da Autarquia”.
Como diz o outro, “todas as cautelas são poucas”, mas caberá perguntar ao Dr. Borges da Silva, se foi para salvaguardar os interesses do Município, ou se não se trata aqui de uma “vingançazita”, pelo facto de ter deixado a maioria, pois era importante saber, se ainda integrasse a equipa de que fez parte, teria o mesmo procedimento, até porque não se pode esquecer: será que os financiamentos da Banca, não colocam em perigo o Património da Autarquia, caso os compromissos assumidos não sejam cumpridos?!!!
Como explica o Dr. Borges da Silva, que a Câmara Municipal de Lisboa vá contrair um empréstimo de 400 milhões de euros para pagar a…fornecedores?!!! Esta verba não pode levar à penhora do património da Câmara da capital de não for amortizado?!!!
Ora, se com 35 milhões de euros, o concelho de Nelas teria dentro de três anos, 47 novas obras que o Executivo da Câmara diz serem imprescindíveis para o seu desenvolvimento, porque não se “absteve com uma declaração de voto, salvaguardando a sua posição como Vereador responsável ”, deixando que fosse a Assembleia Municipal a apreciar a proposta, colocando nos pratos da balança “os prós e os contras”, assumindo assim as suas responsabilidades?!!!
Se tal acontecesse, ficaríamos a conhecer a posição das Juntas de Freguesia, já que por certo, a maioria das obras seriam para implantar nas suas terras… que ao longo de uma década foram as vítimas de uma governação que o Dr. Borges da Silva repudiava, mas a quem pelos vistos, agora quer permitir o regresso?!!!
Se esta proposta tivesse passado e Canas de Senhorim estivesse contemplada com as grandes obras que o Movimento reclamava… seria dada por encerrada a luta pela restauração do Concelho?!!!
Se a proposta não voltar a ser apresentada nesta legislatura, será que a equipa da Drª. Maria José a vai utilizar… na campanha para as próximas eleições?!!!
Como o Carnaval está à porta, por certo vai ser tema…na ordem do dia!!!

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